Domingo, 5 de Agosto de 2007
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publicado por sociolocaminhar às 10:16
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Sábado, 4 de Agosto de 2007
Nem tudo o que parece é

o famoso biodiesel que numa tradução livre para o Português será mais ou menos biogasóleo. De tão famoso que é, penso que a maioria da população desconhece-o, como se fabrica e que implicações poderá ter no futuro, a par de outros biocombustíveis como o bioetanol. O biogasóleo pode dividir-se em 1ª e 2ª geração sendo este último que se produzirá massivamente. Em termos muito simples pode dizer-se que é um produto muito semelhante ao gasóleo derivado do crude (gasóleo mineral), obtido a partir de gordura vegetal ou animal como o óleo virgem de Colza, Girassol , Palma, Rícino ou mesmo de óleos reciclados da fritura dos alimentos. A grande vantagem do segundo em relação ao primeiro será a possibilidade de substituição do gasóleo mineral a 100% sem qualquer alteração dos actuais motores. Relembro que estudos especializados indicavam 20% como limite de mistura do biogasóleo de 1ª geração para salvaguarda dos motores além das dificuldades relacionadas com o elevado ponto de congelação e outras.

O bioetanol é de simples produção através da vulgar fermentação alcoólica e cereais, cana-de-açúcar ou biomassa (aparas de madeira) e destilação dos álcoois obtidos. Pode ser utilizado em qualquer mistura com a gasolina normal. Os motores dos automóveis existentes podem funcionar com uma mistura até 15% de bioetanol combinado com gasolina ou gasóleo, sem ser necessário sofrerem alterações. Isto já acontece no Brasil, onde toda a gasolina vendida tem uma mistura até 24% de etanol ou mesmo puro em veículos com motores flexifuel.  As diferenças mecânicas mais importantes nos veículos do tipo flexi-fuel são o sistema de pré-aquecimento do bloco do motor quando a temperatura ambiente é inferior a 15°C, o mapa de ignição variável que é regulado automaticamente em função da percentagem de gasolina e de bioetanol detectada e a utilização de uma liga muito dura nas válvulas do motor

Em termos da queima dos bioetanol e o biogasóleo representam índices de poluição inferiores aos dos combustíveis tradicionais em termos de emissão de CO2 por atingirem elevadas performances (nº de cetano para biogasóleo e índice de octano para misturas gasolina/bioetanol). Uma mistura de 85% de bioetanol e 15% de gasolina (95 octanas) terá um i.o. de 104. A sua queima é ainda isenta de compostos azotados NOx e sulfurados SOx responsáveis pelas chuvas ácidas. No caso das misturas a redução dos poluentes será na razão directa de incorporação de biocombustível, isto é, maior porção levará a maior redução daqueles.

Após a discussão técnica é importante abordar os biocombustíveis na perspectiva política e da propaganda que alguns sectores interessados na sua produção têm levado a cabo. Hoje em dia sói dizer-se que estamos perante a grande revolução ambiental e a solução para os graves problemas ambientais decorrentes do desenvolvimento desequilibrado do mundo, assente na queima de combustíveis fósseis cujo esgotamento está à vista, contudo, vários perigos se levantam. 1. A afectação de terrenos férteis e recursos escassos como a àgua para as culturas energéticas conjugadas com elevadas margens de comercialização a par da crescente aridez dos solos levarão necessariamente a uma pressão inflacionista nos preços dos alimentos. Ou seja, teremos cada vez menos terrenos para cultivar alimentos e estes serão tendencialmente mais caros. 2. A deriva da nova agricultura energética serve na perfeição os interesses das multinacionais que comercializam as sementes trangénicas e serão mais um passo na proliferação da monocultura em prejuízo da biodiversidade e também contribuirão para o esgotamento dos solos. 3. O incentivo à agricultura intensiva de cereais, cana-de-açúcar e de oleaginosas com especial enfoque no Brasil, Malásia e Indonésia que lideram a produção de biocombustíveis bem como a produção das respectivas matérias-primas. Não será abusivo concluir que assistiremos ao acelerar da desflorestação da Amazónia e das florestas asiáticas que atinge já 20 a 25 mil quilómetros quadrados por ano. 5. A produção dos novos combustíveis poderá numa perspectiva optimista reduzir a dependência do petróleo mas em caso algum conseguirá substituí-lo tais seriam a áreas necessárias para suprir o actual consumo. A União Europeia pretende que o biogasóleo constitua cerca de 5,75% de todo o gasóleo consumido no espaço comunitário, enquanto a Galp traça como objectivo a incorporação de 10% até 2010. Significa portanto que num mercado excedentário em gasolinas e deficitário em gasóleo mineral, é este que determina o consumo de crude. Do ponto de vista prático poderá reduzir o consumo de crude na mesma grandeza isto é, em 10%.O impacto económico desta medida apenas poderá ser avaliado pela comparação do preço do barril de crude com os preços dos óleos que servem de matéria-prima para os biocombustíveis. O barril de crude nunca baixará dos actuais valores ou seja a tendência será para subir e o mesmo se passa com o preço do óleo de colza que subiu 45 por cento em 2005, e depois mais 30 por cento até atingir cerca de 800 dólares por tonelada. Há ainda previsões de outro aumento do preço de cerca de 200 euros por tonelada para o próximo ano devido a uma procura adicional de biodiesel.

 

Em conclusão, os biocombustíveis não resolverão nenhum problema ambiental pela simples razão de que uma efectiva melhoria e redução das emissões gasosas do trânsito automóvel, jamais compensarão os efeitos perniciosos que colocam ao mundo e à Humanidade. Assim, acentuarão a profunda desigualdade que já hoje existe entre países ricos e pobres sem que estes possam resolver os seus problemas alimentares, pelo contrário, os problemas deverão agravar-se.

A actual fase de desenvolvimento do sistema capitalista mundial depara-se com um limite estrutural que é a finitude dos recursos energéticos disponíveis no planeta, constituindo assim um obstáculo ao seu desenvolvimento irracional. Para contornar o problema, encontra uma solução também ela irracional que não é mais que uma fuga para a frente, ou seja, convertemos alimentos em combustível.

 

Relatório do Fundo Monetário internacional sobre evolução dos preços dos óleos vegetais e cereais.

 

publicado por sociolocaminhar às 23:56
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Vivemos sobre um barril de polvora


  

 Vivemos entre dos mundos

 Um mundo moderno em que, a diferença era coisa que dificilmente aceitávamos

Onde o que comandava as sociedades eram as formas maioritárias de vivênciar o mundo  e onde tudo o resto era expulso para formas de  marginalidade social.

Onde o diferente era visto como excêntrico e como tal empurrado para formas marginais de vida ou forçado a integrar-se na maioria.

Um mundo padronizado e feito à imagem de uma sociedade Ocidental, Branca e masculina.

Uma sociedade que se apresentava separada pelo bicolor

Os de fato e gravata e os de fato-macaco.

Onde se aceitava a divisão social do trabalho

A divisão sexual da humanidade

E se separava o branco do preto

Onde  era facilmente aceite, o governo dos povos por duas facções politicas que se proclamavam detentoras das verdades universais.

Era porém também ,um Mundo de solidariedades entre iguais.

Havia uma clara distinção das classes sociais e estas tendiam ,a ser solidárias entre elas e,  tudo era possível de transformação de forma radical.   

E um mundo pós moderno em que, o confronto com o diferente se posiciona e se vislumbra como uma realidade que gostamos de viver

O diferente é hoje encarado como natural e é bonito de ver.

A convivência com o diferente é a forma natural da viver .

Um mundo de diversos que se assume, num mundo em transformação.

Um convívio que queremos diversificado, cada um com os seus quês e porquês.

Cada grupo com uma existência própria seus gostos e prazeres particulares.

Um mundo multicolor e multicultural,

As classes Sociais surgem misturadas e dificilmente se distinguem,através dos sinais exteriores , a classe operária está extinta ou em vias disso.


 Esta é a Sociedade pós moderna que, pretendia vir modificar as formas de opressão sobre o homem.

Poderíamos de facto encontrar nesta sociedade, o estado de vida quase perfeito

O convívio com o outro como igual mas diferente.

Uma sociedade finalmente democrática, em que o governo  seria  composto pelos diferentes grupos Sociais, agora grupos de ideias e de projectos diferentes.

Talvez um dia ,no futuro possamos vir a encontrar este mundo tornado possível ,pelo convívio com o diverso.

 Por enquanto, o pós modernismo parece ser simplesmente a aceitação do diferente ,para evitar o conflito e ,assim impor as velhas ideias num mundo de novas formas de encarar o humano.

Os velhos senhores parece, não terem compreendido a verdadeira mudança que se observou na sociedade e encontram-se a usar as novas formas Sociais ,para com o fim das solidariedades globais ,impor aos pequenos grupos agora desunidos a sua dinâmica de vida, a sua Dinâmica económica.

Por enquanto andamos entretidos, com o prazer das coisas mundanas e despreocupados passamos ao lado do importante não vemos , não ouvimos e não sabemos.

Porém vivemos sobre um barril de pólvora.

 

   

 

publicado por sociolocaminhar às 01:23
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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007
Prazer ou Nostalgia

Aquele infinitamente grande.

Aquele cuja força é mais do que a imaginação pode.

Aquele que nos acalma quando precisamos.

Aquele que quantas vezes fizemos o nosso Deus.

 Esse é o mar que olhamos quando estamos na praia,ou quando subimos sozinhos a uma duna e esquecidos ficamos a olhar.

Aquele junto do qual quantas vezes apaixonados nos envolvemos com alguém

O som das ondas a bater na areia.

O som do vento que passa sobre a água que beija a areia.

Prazer ou nostalgia?

Prazer por vezes quando o calor aperta e o mar ali tão perto,nos oferece a frescura mais apetecida.

Nostalgia parece-me ser no entanto o sentimento fundamental que sentimos

Quando o olhamos, ou quando o desafiamos, mergulhando nas ondas mais altas.

Nostalgia do Mar, de onde viemos e que nos chama de forma indeterminável para o mergulho original,Para as origens de nós mesmos.

Este é o mar que nos envolve que nos acaricia e nos bate ás vezes.

Este é o mar que nos mergulha no prazer interminável, de um magnífico pôr de Sol. Este é o mar sobre o qual nos apetece caminhar, quando os últimos raios de sol parece que, abrem um caminho sobre as águas, através do qual nos podemos transportar para o infinito.

Para além do fascínio do que é impossível conquistar

Para alem da atracão pelo que é aquilo que não somos

Para alem de todas as razoes que queiramos inventar

A nostalgia é de facto o sentimento que nos atrai para  o mergulho na mar .

 

publicado por sociolocaminhar às 01:17
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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2007
Da Ribeira da minha terra ao Mar de Sines


 

 No intervalo do tempo porque já passei

 Fui encontrando espaços diferentes

 Outros cheiros, outros perfumes

 Paisagens outras.

No intervalo de tempo que me formou

Fui passando da Ribeira ao Rio do rio ao Mar 

Do que falo? 

De água é do que falo.

Mas também de outras formas das estrelas se apresentarem no céu

De outras formas em que a lua nos aparece.

De outra formas em que o pôr do sol nos surge .

Do que falo?
De outras maneiras de ser o que sou também.

Desde o tempo em que sentia,o amor pelas arvores.

Ao tempo do amor pelo mar

Fui passando e, de observação em observação criando esta maneira de ser o que sou .

Mas o que sou eu afinal?

Produto  das diversas culturas que vivi?

Síntese de mim mesmo através dos diversos sentimentos?

Sei lá o que sou ?

A única certeza é  que ,estas palavras que escrevo seriam outras

Se outro tivesse sido o meu percurso.


 

 

 

publicado por sociolocaminhar às 23:50
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Dois mundos uma Vivência em comum

O mundo em mudança

 

O domínio do exterior pelo Homem foi pratica comum, havendo algumas poucas civilizações onde foi deixado ás mulheres o domínio da comunidade.

Talvez tenha sido uma imposição da força física para enfrentar o mundo hostil que   o ser humano enfrentou para chegar à civilização do homem  da informática..

Talvez tenha sido por uma definição da própria natureza que dotou a mulher da capacidade de transportar em si a vida.

Num mundo hostil a divisão sexual, foi uma necessidade imperiosa para a sobrevivência da espécie humana.

Não sabemos, como eram as relações homens / mulher nesse tempos , mas podemos facilmente concluir que para nenhum deles a vida era fácil . talvez por isso houvesse uma solidariedade entre os diferentes sexos e a diferenciação sexual fosse apenas uma questão de sobrevivência da espécie.

Sabemos no entanto que numa determinada altura da evolução humana a mulher foi tornada coisa, e portanto sem direitos, pura propriedade e como tal tratada.

Não sabemos qual a razão deste corte civilizacional mas Pensamos  que este corte se terá devido a uma questão de poder. Desde que o homem conseguiu domar a natureza e inventou a agricultura, que sem duvida melhorou o seu estado de vida.

 Que surgiram também as instituições e entre estas a da propriedade privada , é nesta altura que a questão do poder se começa a colocar com alguma pertinência ,  quem tinha mais terra teve de a defender teve de criar exércitos e de  desta forma de se impor pela força aos mais fracos , entre estes encontravam-se as mulheres que facilmente se tornaram escravas do homem .  Porquê esta necessidade de reduzir a mulher ao estado de coisa?

 Pela vontade pura de domínio total sobre a natureza, pelo medo do diferente ou por puro egoísmo humano?

 Penso que a razão principal foi a necessidade de controlo total sobre o outro. Fosse a mulher o escravo ou o animal tudo se devia conduzir segundo uma vontade única a do mais forte.

 Atravessámos assim diversas fases civilizacionais em que ao homem tudo era permitido e à mulher apenas a sua condição de liberdade condicionada.

 Enquanto o mundo foi hostil, enquanto a mulher pela sua própria natureza de conceber e proteger a vida, necessitou da protecção do homem, foi fácil este estado de vida.

 E o homem vivia feliz na sua condição de dono de algo mais que não fosse da mulher e dos filhos.

 O advento da civilização cristã vem fazer um corte com este estado de coisa ao propor a igualdade de todos os seres humanos perante Deus.

 É de facto com o advento do Cristianismo, que as diversas desigualdades começam a ser questionadas e, ainda que mantendo muitas das condições de opressão sobre a mulher, esta pode surgir como ser que se auto afirma, enquanto ser de direitos e como tal susceptível de os conquistar.

Porém o poder do homem sobre o mundo e  a Humanidade éra imenso , e o poder deve ser das coisas mais difíceis de partilhar , por isso o caminho para a libertação feminina foi difícil e, ainda hoje  cerca de ¼  da humanidade vive  com o estigma da infantilidade e da desigualdade total face ao homem . Foi e é ainda difícil o caminho da mulher para a liberdade.  Para a capacidade de auto afirmação e para a autonomia.

 

 Na sociedade ocidental onde mais cedo  a mulher se impôs e, conquistou o mundo exterior.

 Pondo em causa o domínio do homem sobre a mulher, a evolução do pensamento foi desigual e percorremos hoje um mundo complexo em que se por um lado a lei da maior parte dos países impõe uma igualdade de direitos , e de acesso aos diversos patamares da estratificação Social. Existe uma outra realidade com que lidamos.

A realidade cultural.

Aqui encontramos um problema complexo e de difícil solução, a realidade parece mostrar que não conseguimos ainda lidar com este estado de liberdade da Mulher e muito menos com o seu acesso aos patamares do poder.

Esta é a razão fundamental para o mau estar que existe hoje, entre os homens e as mulheres, à medida que estas impõem os seus pontos de vista e a sua forma de estar.

A medida que estas se tornam o maior numero de Estudantes universitárias e de licenciados dos países da Europa, encontramos os homens assustados com a perca de poder e à deriva num mundo desconhecido e para o qual não estão preparados .

Este é parece-me, a razão fundamental para as dificuldades de relacionamento homem mulher que encontramos na sociedade moderna .

 Falta ainda percorrer um longo caminho , um caminho pela transformação do homens e da mulheres através da transformação cultural, até ser possível um convívio pacifico com a nova realidade que enfrentamos no mundo moderno.               

 

 

 

 

   

 

 

  

 

  

 

 

publicado por sociolocaminhar às 02:16
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