Segunda-feira, 2 de Julho de 2007
Educação para a cidadania
Maquinas, ruído, o não silêncio. O trabalho!... A contradição entre o amor, a paz o ódio, a guerra. A inexistência, a existência. A luta contínua do mundo consigo mesmo.
Provoca o afastamento do amor para os terrenos da sensibilidade.
Não em mim não, gritamos, mas não afirmamos!...
Maquina alguma, nem o ruído nem a guerra, podem matar o amor.
Fartamo-nos de gritar. Será que acreditamos?
Não sei a resposta. O que sei é que de tanto repetir as mentiras , tornam-se verdades.
Será esta a nossa Verdade?
O que sei é que mais belo que o trabalhar de mil maquinas a vapor , electricidade ou plutónio, que queimamos distraidos .
Esquecemos , que em cada botão que carregamos , destruímos um pouco de nós mesmos.
Que prazer ligar o botão . acender a lâmpada , acelerar rapidamente pelas ruas da Cidade. Que beleza as dezenas de chaminés que nos poluem o ar.

O que sei é que, é tão ilusório este nosso pequeno Mundo que nos esquecemos do espaço para o amor. Isso é que sei!....

Também sei que no amor, o tempo decorre como num sonho, e que o tempo das maquinas é um não tempo, paramos, estagnamos e em cada segundo morremos um pouco.

O que falta então para que queiramos de verdade criar o tempo da Vida? Onde nem a guerra que, mata impeça a alma de amar.

Um tempo onde. Todas as coisas sejam o que são.
O que sei é que o soldado também ama, mas mata!....
Mas o dilema do soldado é matar ou morrer.
O que sei é que os donos do soldado não compreendem tal palavra.
O que sei é que o programa para ensinar, os donos do Soldado se avariou algures no tempo e se esqueceram de o arranjar.
O que sei é que é imperioso, arranjar o programa para que os donos do soldado, possam perceber a injustiça do seu agir.
Também sei que esse programa só pode ser arranjado, pela emancipação cultural.
Por uma nova educação que tenha como prioridade o outro que, sou , não sendo.
Difícil não é?
As palavras são um jogo que jogamos no ar, por isso perdem-se por ai.
Ouvimos, mas não escutamos, olhamos mas não vemos.
Talvez seja aqui que começa o pequeno, pormenor, essencial para começar a mudar o dono do soldado.
Como fazer?
Pela educação claro. Educação? Dirás que já temos.
Então temos que iniciar um processo de educar que, seja adequado para provocar a capacidade se sentir, de ver e de ouvir.
Para um olhar total sobre as coisas. Para colocar o amor nas formas da realidade , isto é tornando sensível o Real.
publicado por sociolocaminhar às 23:39
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1 comentário:
De Lua de Sol a 5 de Julho de 2007 às 05:01
"(...)colocar o amor nas formas da realidade" - bonita expressão, singela, pura e forte.
Este mundo é nosso mas pouco tem de humano, tal a forma como se embrenhou na mecanicidade. Quanto mais evoluímos (materialmente) mais pobres ficamos espiritualmente. Às vezes, apetecia voltar aos primórdios, viver dos frutos das árvores, caçar, pescar, amar, sentir, cheirar, observar todo um mundo com um futuro verde e azul. Um mundo em que as estrelas brilhassem à noite em vez das luzes dos bombardeamentos; um mundo em que se preocupassem com o próximo, com aquele que carrega no botão, em vez de se preocuparem com a máquina... Um mundo em que as pessoas acreditassem que nasceram para VIVER...

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