Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007
O nosso futuro comum
Devido ao processo global de melhoria das condições socioeconómicas da generalidade dos portugueses e sem contar com as diversas problemáticas que o consumo alimentar hoje apresenta, nomeadamente a preocupação com a saúde humana. Variável fundamental que os consumidores equaciona no acto de compra de um produto. O consumo alimentar dos portugueses sofreu ao longo dos últimos trinta anos, alterações significativas e com elas mudanças globais na forma de produção, locais de Venda, modo de conservação e consumo final. Da análise da evolução do processo de consumo, podemos concluir que: a pressão sobre os alimentos conduziu por um lado ao uso intensivo da agricultura e consequentemente ao aumento massivo de produtos azotados e dos pesticidas, tendo em vista o crescimento rápido das colheitas e o aumento da produtividade agrícola e consequentemente ao seu abaixamento do preço. Constatamos assim que o aumento do consumo se generalizou por duas vias a melhoria da condição socioeconómica e a sua maior acessibilidade. Conduzindo simultaneamente ao surgimento de novas técnicas de produção que nos permitem aceder a uma variada gama de alimentos frescos fora da época e ás modernas técnicas de conservação através da congelação que permitem conservar os alimentos por muito tempo. Assistimos também a uma procura pelo exótico e por sabores diferentes e recorremos à importação de produtos tropicais que devido ás novas tecnologias de transporte chegam relativamente baratos e acessíveis à maioria dos cidadãos. Este é o panorama actual do consumo alimentar dos portugueses, associado à cada vez maior preferência por alimentos de confecção rápida e de pré-congelados ou pré confeccionados e ainda o recurso a restaurantes. Perante as novas exigências do consumo e das pressões dos cidadãos por novos sabores e novos processos de confeccionar os alimentos de forma rápida e sem perca de tempo. Respondeu a industria alimentar com produtos enlatados, pré- confeccionados e congelados com todas as consequências que isso provoca no ambiente e quantas vezes na saúde humana. Por outro lado a forma como passamos hoje na vida, de forma rápida e onde o tempo é a variável fundamental que se alterou nos finais século, recorremos ás compras em Hipermercados, distantes dos cento da cidade e do local onde moramos. Ficando as compras na mercearia do bairro, para as pequenas coisas que esquecemos ou de recurso momentâneo, situação que as novas tecnologias do frio vieram permitir. 2 O recurso a este processo de compra para os produtos alimentares, criou no entanto em todos os seus momentos, desde a produção ao transporte, compra e confecção, alterações profundas na forma como usamos a energia e desta forma alterámos profundamente as condições de consumo dos recursos naturais, com todas as consequências para o ambiente sustentável e pusemos em causa o próprio futuro da Humanidade. Desde a forma como produzimos os alimentos recorrendo ao uso intensivo de produtos azotados com a consequente eutrofização das águas até a sua contaminação com o excesso de pesticidas, com a consequente perca da biodiversidade e poluição do solo e do ar, acrescentado das novas técnicas mecanizadas de produção com a consequente emissão de gases de efeito de estufa e consumo de energia, passando pelo consumo energético das novas industrias de processamento alimentar e à necessidade de eliminação dos resíduos que elas provocam e ao consumo de combustíveis fosseis que são necessários para fazer o transporte dos alimentos do local de produção ou transformação para o local de consumo e ainda a necessidade de deslocação do consumidor ao local de compra destes produtos e à forma de os conservar desde a compra até ao momento do consumo ou confecção. Assistimos então ao uso massivo da energia como forma de produzir armazenar e consumir os alimentos, de facto esta é uma das formas em que se desperdiça uma grande parte da energia que usamos no dia a dia. Sendo hoje consensual que o uso doméstico de energia corresponde a uma das grandes fontes de emissão de gases de efeito de estufa correspondendo a cerca de 17 % de toda a energia consumida por todas as actividades humanas, se acrescentarmos a esta a quantidade de energia gasta com o transporte, cerca de 35 % e que destes, uma grande parte está relacionada com as actividades de consumo podemos e devemos ficar preocupados pela necessidade urgente de actuar em qualquer destes níveis. È assim urgente a opção pelo consumo alimentar sustentável que passa pela consciencialização do consumidor, da necessidade de optar pela responsabilidade social dos seus actos aparentemente insignificantes, mas que são fundamentais para começar a mudar as altitudes face ao consumo energético e ás formas de produção dos alimentos. iniciando mudanças profundas no seu comportamento quanto ao consumo alimentar. Se é certo que a opção do consumidor é determinada fundamentalmente pelo preço, pelo sabor e pela conveniência. Não é menos certo que neste momento começa a ser visível uma forte preocupação com o estado do ambiente, em especial determinado pela 3 compreensão de que um ambiente limpo é determinante para a sua saúde tendo em vista a preservação de um estado global de saúde e prolongamento da vida em condições sustentáveis. Surgem assim correntes de consumidores que preferem pagar mais por produtos alimentares produzidos de forma biológica, exigindo a mudança para soluções alternativas de produção de alimentos de forma sustentável. Competindo aos produtores e aos distribuidores criar as formas de fazer chegar estes alimentos ás grandes superfícies e deste modo torna-los acessíveis não só no preço mas também em quantidade, de modo a que os consumidores os possam efectivamente adquirir. Eliminando assim os dois factores que tem determinado que as opções de compra por este tipo de produtos o preço e a disponibilidade, barreiras que tem impedido que as motivações dos consumidores por um consumo ambientalmente sustentável ainda não seja uma pratica verdadeiramente efectiva. Encontramo-nos pois num momento de viragem em que desde a forma de produção dos alimentos até a forma de os conservar pelo tempo necessário paro o seu uso. Os governos os consumidores e os produtores, enfrentam a grande responsabilidade pela criação das condições da melhoria efectiva do estado do ambiente, tendo-se já feito progressos significativos nas três vertentes do sistema alimentar, na produção existem hoje incentivos financeiros para a agricultura biológica, no transporte estão-se a criar as condições para a intermodalidade entre os diversos meios de transporte, sendo que a opção pelo ferroviário francamente positiva. Também ao nível da distribuição se estão a criar as condições para as opções de compra por via electrónica, evitando as deslocações dos consumidores aos locais de compra. Ao nível doméstico nota-se um grande desenvolvimento das tecnologias economizadoras de energia nomeadamente ao nível dos equipamentos de frio que a breve prazo conduzirão não só a uma verdadeira economia de energia mas também à diminuição das emissões de gases de efeito de estufa, permitindo também por via indirecta uma maior e permanente consciencialização do consumidor pela opção consumo ambientalmente sustentável. Conduzindo por esta via à maior consciencialização pelas opções de compras com menores consumos energéticos e ao recurso sistemático ao processo de separação dos resíduos de modo a tornar o consumo humano verdadeiramente sustentável conduzindo a prazo a um ambiente onde todas as gerações possam viver de forma sustentável.
publicado por sociolocaminhar às 23:52
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