Domingo, 9 de Dezembro de 2007
Para a construção do Pós moderno

A ideia de uma sociedade estática e perfeita foi um sonho que conviveu durante séculos nas mentes ocidentais na tentativa de manter as sociedades sobre o domínio das diversas elites sociais que por motivos diversos se organizaram para dirigir as sociedades.

A realidade mostrou no entanto que não é possível a existência de sociedades paradas no tempo e que as estruturas sociais mudam com os devir social.

Ainda que desde sempre as elites do poder tenham pretendido manter o seu domínio recorrendo à força. Os primeiros movimentos sociais surgiram no princípio de no princípio do SEC XIX, com o surgimento da classe operaria, e as lutas pela melhoria das condições de trabalho e de vida durante a alvorada industrial, tendo sido este movimento que conduziu ás mudanças essenciais que encontramos hoje nas sociedades modernas

Pioneiros não só na luta contra as condições de trabalho mas também na dinâmica de transformação das condições politicas da época, em que a sociedade era dominada por uma elite politica minoritária que assume o controlo da sociedade e que se perpetuava no poder.

Não tendo condições de ser protagonistas da mudança estas elites vem-se confrontadas com fortes movimentos sem controlo que põem em causa as estruturas do seu poder sendo obrigados a abrirem o acesso ao poder ás  novas elites emergentes com quem partilham agora o poder.  Integram estes novos movimentos e os seus dirigentes que se tornam novas elites de governação, alterando agora no poder em função de ideologias diferentes e de valores políticos diferenciados institucionalizando assim os conflitos de classe.

Cresceram no entanto nas sociedades outras questões sociais que o tempo trouxe para a rua .como o direito de voto para as mulheres criando novos movimentos sociais par lutar pólos direitos que o poder não enquadrava.

Podemos pois afirmar que desde o movimento operário os movimentos sociais de diversa índole nunca mais deixaram de ser uma constante surgindo o movimento feminista

o movimento contra a descriminação das minorias étnicas ou culturais e regionas os  movimentos ambientalistas , pela  qualidade de vida e a paz ,pelos  direitos humanos ou dos consumidores e os de anti-globalização. 

Os movimentos são hoje da ordem do dia funcionando como verdadeiras acções anti poder ou de controlo da acção politica dos governos. Á medida em que as estruturas tradicionais os partidos políticos enfraquecem e perdem as ideologias, surgem os movimentos sociais enquanto grupos de cidadão com interesses diferenciados que se assumem cada vez mais como verdadeiros protagonistas das mudanças sociais e enquanto alternativas de governo numa nova forma de democracia participativa, representantes das forças  multiculturais das sociedades modernas.

 Podemos afirmar que o governo do futuro será um espaço de partilha dos diversos como única solução para a manutenção de estruturas sociais enquanto sentimentos colectivos diferenciados.

 De facto esta tendência global de surgimento de movimentos sociais que surgem com a finalidade de criar dinamismos de mudança tem ganho importância e afirmam-se hoje com dinamismos particulares em especial os movimentos Verdes que surgem como empreendimentos colectivos para estabelecer uma nova ordem de vida e a defesa do ambiente e pelos ideais de um mundo mais limpo e isento de poluição que afecta hoje as sociedades ocidentais. Ideais que se afirmam por todo o lado enquanto verdadeiras forças eleitorais e de exercício do poder selectivo.

Movimentos com uma verdadeira base de apoio capazes de mobilizar os recursos e deste modo com características duradoiras no tempo.

Estas novas características dos movimentos que se instituem com capacidade de mobilizar uma parte da sociedade em que evolui e se desenvolve como organização que assegura os contactos entre os seus elementos e coordena as acções, recolhe fundos e estuda os métodos mais eficazes para lutar por objectivos concretos, tem uma forma nova que lhes permite sobreviver no tempo e na adversidade conduzindo acções colectivas persistentes com vista a pressionar as instituições globais da sociedade de modo a obter ganhos para a causa que defendem e criar os dinamismos de mudança

São hoje uma realidade que não é mais possível esquecer.  

publicado por sociolocaminhar às 01:41
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1 comentário:
De artesaoocioso a 9 de Dezembro de 2007 às 12:24
Boa tarde amigo.
O seu texto merece uma leitura mais atenta.
No essencial estou de acordo mas quanto ao papel
e importância dos movimentos sociais, sou menos optimistas.
Os partidos, todos sabem, estão fossilizados e não se auto regeneram . A recente moda de eleições directa para o presidente é pior a emenda do que o soneto.
Bom fim de semana

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