Sexta-feira, 29 de Junho de 2007
Ser capaz de mudar as mentalidades
[3] Ser capaz de mudar as mentalidades
ilidio diniz, 2006-10-16 19:21:08
O texto mostra com clareza a alma do país em que nos calhou nascer , de facto reflete a realidade social em que vivemos e que me parece ser o reflexo de um passado feito de dependências e de não vontades de uma elite que nos tem dirigido ao longo dos séculos.
Desde sempre temos vivido nesta dualidade de sentimentos entre um povo que, pelo seu crer e pela sua força, criou e manteve um país e uma cultura, e uma elite que olha simplesmente o umbigo e não é capaz de perceber que o futuro se constrói pela vontade do seu todo e não para servir os interesses particulares das suas elites.
Assim urge mudar as mentalidades e as culturas particulares dos grupos favorecidos.
Como dizia Paulo Freire, é preciso uma nova Educação que permita por um lado libertar o oprimido e por outro conduzir o opressor a compreender a injustiça do seu papel.
É pois necessário mudar de rumo e iniciar por todo o lado uma reforma das mentalidades e através de uma nova forma de educação levar os homens e as mulheres deste país a serem capazes de intervir, enquanto cidadãos, nas decisões que os afectam e a não serem simplesmente passivos perante as decisões que a elite toma e que os afectam directamente.
É pois o tempo e o momento de voltar ao sonho que a Democracia abriu e que não fomos ainda capazes de realizar.
Não será aliás possivel sem uma participação total nas decisoes do país, sem uma capacidade de intervir de forma activa nas decisoes que se tomam em nosso nome e pretensamente boas.
Mas boas para quem?
Sem uma educação para a Democracia, sem uma verdadeira mudanças de mentalidades, sem uma nova forma de influência sobre os políticos e as políticas, nada mas nada será possivel neste país.
Este é pois um momento de esperança, esperança numa dinâmica nova ,que este movimento pode e deve conduzir no sentido de criar as condições para que uma nova forma de democracia surja no país, e que permita uma intervenção mais próxima da democracia directa, sem a qual continuaremos de política em política a viver num país sem rumo e sem futuro.
Repito para mim: o futuro só é possivel pela participação total do povo nas definições das vontades e na criação de sinergias capazes de conduzir o país a novas formas de fazer as coisas e novas formas de distribuição dos recursos do país.

[2] Não ter medo de combater o medo
Maria Amélia Campos, 2006-10-15 19:31:46
Caro Elísio,
A tua abordagem está na ordem do dia e, infelizmente, vai "morar" mais tempo entre nós do que gostaríamos. Com efeito, penso que a nossa falta de autonomia decorre da falta do conhecimento que temos de nós prórios, e da consciência do nosso próprio valor, porque tivémos medo da palavra e da prática meritocráticas. Por outro lado, os espelhos onde nos mirámos estiveram e estão ainda distorcidos, porque isso deu muito jeito às forças dominantes.
A tragédia começa logo na escola. Enquanto professora, ensinei sempre aos meus alunos que deveriam aprender a ter consciência do seu valor, do que valia o seu trabalho e os seus conhecimentos. Habituei-os desde sempre a confrontarem-se uns com os outros e comigo, porque entendi que avaliar alguém, atribuir valor a alguém, é um trabalho muito difícil e para o qual se deve estar bem preparado. Opinar não é avaliar, é dar palpites. Avaliar é também ter a consciência de que não se pode exigir do outro aquilo que ele ou ela não podem dar. Mas isto exige regras bem definidas, planos limpos e transparentes.
Tinha por hábito entregar aos meus alunos, no princípio do ano lectivo, uma planificação para o ano inteiro, no sentido de saberem o que os esperava a eles e a mim, pedindo-lhes que estivessem sempre vigilantes quanto ao cumprimento do que ali estava estipulado. Mas isto exige domínio dos saberes, das competências e das técnicas, para além de uma sólida formação moral e profissional. Mas exige também não ter medo. Se alguma razão nos obrigasse a alterar o estipulado (o que pode acontecer e deveremos aprender a cumprir, mas também a ser maleáveis, sem virar as costas à relidade), essa situação seria logo objecto de uma reformulação, devidamente partilhada e fundamentada.
Penso que antes de governar ou de dirigir é preciso aprender, mas para isso temos de ter mestres à altura. Não ter medo de existir, não ter medo de aprender, de saber e, sobretudo, NÃO TER MEDO DE PODER COMBATER O MEDO.

[1] A cunha é como o bolor
módebaixo, 2006-09-16 00:26:53
Concordo com o autor. A cunha em Portugal é mais eficiente que o mérito. Ponto é que se saiba a quem a pôr. Faltam movimentos de opinião que desmascarem essas tácticas. E falta sobretudo transparência no funcionamento das organizações de poder.A cunha é como o bolor - quanto mais fechada mais desabrocha. Um pouco de ar livre e definha...
publicado por sociolocaminhar às 02:43
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