Domingo, 2 de Dezembro de 2007
Para quem tiver tempo de me aturar

A estrutura familiar Portuguesa

 

A família enquanto instituição social é tão antiga como o surgimento da homem na terra, apesar das suas diferentes formas e da sua diversidade em termos de organização e representações constituiu-se desde sempre como uma das componentes da estrutura social, a partir da qual se alicerça toda a restante organização da sociedade. Surgindo como necessidade de constituir a unidade de um casal conjugal unido ou não pelo casamento, como forma de atribuir a paternidade ou a maternidade aos recém nascidos constituiu-se preferencialmente enquanto modelo nuclear conjugal desde tempos imemoriais.

 A família surge assim com uma natureza dual, é da ordem do natural uma vez que lhe é confiada pela generalidade das sociedades a reprodução da espécie e o cuidado dos filhos e da ordem do social uma vez que a sua organização familiar é baseada em normas emanadas da sociedade. A família é pois a estrutura básica da sociedade de tal modo que sem família não haveria sociedade.

As família não se define pelo casamento, sendo diversas as formas de organizações familiares que podemos encontrar sendo eminentemente cultural predominando a cultura sobre a natureza.

  Nenhuma forma de família é universal, porem só a partir da revolução industrial emerge a estrutura da família moderna, constituída essencialmente pelo Pai pela mãe e pelo filho que partilham um espaço comum onde se constrói uma identidade particular de sentimentos e de valores. Resultando da conjugação de um conjunto de factores e acontecimentos políticos e de um sistema de representações e valores peculiares da burguesia da Europa ocidental do SEC XVIII tem-se mantido como estrutura bem enraizada enquanto espaço onde se desencadeiam os principais acontecimentos da vida humana. Espaço de união , procriação , nascimento e partilha da vida e da morte é este o  tipo de estrutura familiar que perdura   até á década de 60 do SEC XX , altura em que esta  estrutura familiar começa a tornar-se mais complexa em virtude das mudanças estruturais que se começam a desenvolver no pós guerra e que conduz a uma necessidade de autonomia da mulher e a transformações dos valores e das representações do que deve ser uma família.

É a partir desta década que também em Portugal se desenvolve uma estrutura familiar que deixa de aceitar o homem enquanto ser dominante sobre a estrutura familiar e surgem novos valores culturais, como a noção de individualidade, democraticidade e igualdade entre os vários elementos da família que se expressam pela necessidade de cooperação. Passa-se assim da noção de família enquanto grupo de indivíduos cooperantes entre si pela interdependência, a uma cooperação que devemos entender como comunidade de serviços.

A família é então uma realidade nova que se afirma devido a uma dinâmica familiar e social que se modifica em função das vontades individuais.

Associado aos valores culturais da modernidade e devido aos processos de rupturas  culturais e sociais  que se  sucedem no pós guerra, todas as estruturas sociais responsáveis pela socialização como a  família a  Igreja e a escola  confrontam-se com a necessidade de se readaptarem aos novos valores culturais, sendo fortemente atingidos no seu predomínio enquanto agentes transmissores dos valores intergeraçionais exclusivos. 

 A família passa a ser uma entre muitas outras e vê surgir novas formas de socialização como os partidos políticos os  sindicatos as  associações de varias espécies  os mass média os  grupos de pares o  turismo e as  migrações internacionais e nacionais  entre outros que conjuntamente ou em oposição influenciam a criação de novos valores culturais e a sua transmissão intergeracional que se dirigem agora para os aspectos materiais , para o imediato  mais efémeros e mutuantes .

É perante estes confrontos de cultura que se modificam as estruturas familiares que são hoje diversificadas e  polifacetadas .Em  Portugal   muito embora persistam diferenças determinadas pelas regiões do pais onde se vive , áreas rurais , litoral ou interior,  áreas metropolitanas  de Lisboa e Porto ,  encontramos diversas formas de a família se organizar   que  diferindo na estrutura  mantêm os mesmos objectivos .  Assim as formas familiares em Portugal embora se  mantenham maioritariamente  de tipo nuclear conjugal, são multifacetadas e diferem conforme os lugares onde se vive,  encontramos no entanto a partir da década de setenta um padrão essencial  ,as rupturas familiares  e a criação de novos tipos de família que vão desde as famílias monoparentais , famílias recompostas ou  famílias reconstruídas  que se reorganizam enquanto famílias estendidas   tendo  como base os filhos e já não os pais.

As famílias portuguesas apresentam assim os seguintes padrões dominantes.

A estrutura familiar é essencialmente constituída por duas pessoas entre as quais podemos encontrar as que se encontram nesta situação por os filhos já terem abandonado a casa dos pais mas também as famílias monoparentais e as recém formadas que se encontram  à espera do primeiro filho mas que prolongam o  tempo  que medeia entre o casamento e o nascimento do primeiro filho. Encontramos também uma estrutura familiar muito envelhecida o que contribui para o aumento das famílias na sociedade

Existe um aumento notório tanto para o numero de famílias com apenas um adulto entre os 15 e os 64 anos como com 65 e mais anos, embora a ordem de grandeza seja muito mais elevada no segundo caso 7, 9% para 22, 9% em 1991, sendo o aumento para o

Numero de famílias com dois elementos muito mais elevado 10,3% para as idades entre 15 e 64 anos e de 24,5% para os com mais de 65 anos.

 Constata-se também que o número de famílias aumentou em termos proporcionais ao aumento da população.

Quanto ás estruturas familiares em 1991, 2510894 famílias eram constituídas por um único núcleo. Entre estas 62,4% são constituídas por um casal com os seus filhos e 27,81% por um casal sem filhos . Das primeiras 87,9% sem outras pessoas e 12,1% com outras pessoas, 3,72% são constituídas por dois núcleos e 0,19% por três ou mais núcleos. Verificando-se 7,17% de famílias monoparentais.

 Também podemos verificar que a entrada na vida na vida conjugal se faz preferencialmente através do casamento civil ou religioso, embora tenda a aumentar as uniões de facto e que a taxa de divorcio tem aumentado sendo em 1994 de 21%.

 Podemos verificar também que embora existam factores regionais que influenciam as situações perante o casamento e o divorcio, se tem verificado um grande crescimento dos casamentos civis em detrimento dos religiosos e das rupturas conjugais o que se deve à menor adesão ás normas religiosas da igreja católica e também a um maior grau de consciencialização dos indivíduos ao escolherem a modalidade de casamento com menor sujeição à pressão familiar e social.

 Podemos então concluir que a família portuguesa, embora em tempos diferentes, tende a seguir a dos outros países europeus diminuindo a fecundidade e a dimensão da família crescendo a natureza da sua privatização, com o aumento do número de famílias onde os dois cônjuges trabalham fora de casa e a consequente transformação da sua função, esbatendo-se as normas e as tradicionais hierarquias conjugais e parentais.

 Aumenta o divorcio e com ele o numero de famílias monoparentais , recompostas e reconstruídas ,contudo embora as funções que lhe são atribuídas tenham mudado, continuam a ter como função dominante a procriação a educação e protecção dos filhos, bem como a  subsistência do grupo domestico e o apoio  psico- afectivo, tanto ás crianças como aos adultos e ainda  a formação da personalidade dos jovens e a elaboração e expressão da identidade individual, partilhando no entanto com o Estado e as suas instituições entre outras grande parte destas tarefas .

A família moderna emerge assim com uma grande valorização dos sentimentos no interior da célula domestica, descobre a infância e valoriza a escola em função da criança, não perdendo a noção do património, mudou no entanto a sua natureza que passa de económico a cultural . Se excluirmos uma pequena parte da sociedade que pertence a classes sociais mais baixas onde o interesse pela escola ainda não despertou. Podemos afirmar que a grande maioria das famílias investe na escola como estratégia de valorização do capital familiar ainda que este reverta a favor do individuo adoptando estratégias de mobilização educativa, visando dotar os filhos de um capital que lhe permita aceder a uma profissão de estatuto mais valorizado, incluindo-se aqui a estratégia de diminuição da natalidade. Mudando a perspectiva do filho obra para filho projecto sem esperar nenhuma contrapartida, prepara a autonomia e a independência dos filhos e transmite os valores da modernidade e a valorização do individuo em si .

 Ao partilhar a função educativa funciona principalmente enquanto agente de socialização primaria inculcando os valores mais básicos mas mais determinantes para a formação da personalidade, construção da identidade e o sentido da existência.  Produzindo os indivíduos que produzem a sociedade, assegurando a realização de um conjunto de tarefas biológicas e materiais, distingue-se de qualquer outra instituição social, tornando-se para adultos e crianças homens e mulheres um espaço de elaboração da sua interioridade e de construção simbólica .

É neste contexto que a família tem um papel fundamental enquanto educador e socializador do individuo que podemos enquadrar a educação ambiental.

A família portuguesa encontra-se no entanto numa fase precoce da compreensão da necessidade de preservar o ambiente, não estando este entre as suas principais preocupações e não fazendo deste as suas principais prioridades. 

Apresenta uma acção socializadora  que não marca a preservação ambiental  enquanto norma social ou  atitude global de normalidade social.  De facto existe uma outra realidade a realidade económica que ainda se sobrepõe à questão ambiental, podemos no entanto considerar que a preocupação ambiental esta a ser progressivamente compreendida e se iniciou já um processo de mudança cultural que a breve prazo permitirá que a socialização para o ambiente se faça ao nível familiar. Tem sido no entanto a escola e os mass media  a ter o papel fundamental na socialização para o ambiente e deste modo a socialização da família para as questões ambientais, tem sido feita mais em sentido inverso, da criança para o adulto do que do adulto para criança.

 A família portuguesa encontra-se neste momento num processo de desenculturação e em mudança de valores sobre as questões ambientais o que se pode compreender se considerarmos que a industrialização em Portugal é um fenómeno recente que nasceu sobre a concepção de que o homem predominava sobre o ambiente , noção que apenas nos últimos quinze anos se tem  vindo a desincutir  , começado a equacionar o ambiente enquanto algo a preservar  e cuja  vinculação se tem feito  a partir da exigência de cumprimento das leis emanadas da EU e também com o surgimento de doenças provocadas pela poluição  que tem afectado o homem . Porem este é um processo lento e que se sedimenta pelo exemplo e pela percepção de que é possível através das atitudes influenciar as dinâmicas de mudança e neste aspecto não podemos considerar que a sociedade portuguesa se encontre já em condições de percepcionar que as suas atitudes possam efectivamente influenciar os sistemas de produção e consumo que tem provocado o desequilíbrio ambiental  

 Não percepcionando a possibilidade de que as suas atitudes sejam efectivamente suficientes para influenciar as dinâmicas politicas e sociais este é um processo que só se fará lentamente.

publicado por sociolocaminhar às 00:40
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3 comentários:
De Zé da Burra o Alentejano a 3 de Dezembro de 2007 às 11:34
Natalidade e a Segurança Social

Dizem alguns que a fraca natalidade portuguesa põe em risco o futuro da Segurança Social por dificuldade de substituição da população activa, o que implicará uma redução das contribuições para a SS. Contesto a afirmação: a baixa natalidade acontece nos países desenvolvidos (Luxemburgo, França, Alemanha,...) há muitas dezenas de anos e essa teoria nunca se confirmou, pelo contrário, são os países com a população mais jovem (países africanos em geral) que a miséria é maior. Há países cuja população é quase exclusivamente composta por população imigrante: EUA, Canadá, Austrália...

Com a taxa de desemprego actual, em que não há empregos para os jovens que temos, porque é que acham que deveríamos ter mais? obviamente que para aumentar o número de desempregados. A eventual falta de mão de obra (qualificada ou não) pode ser e é facilmente suprida com a aceitação de imigrantes, embora isso devesse ser feito de forma selectiva, de acordo com as necessidades do país.

A reposição da força de trabalho com recurso aos nossos filhos, embora louvável, implica um investimento de vinte e tantos anos: entretanto, tanto os pais como o país terão que prestar-lhes cuidados vários: alimentação, vestuário, lazer, saúde, educação e formação profissional. Quanto aos trabalhadores imigrantes, esses custos foram suportados pelos seus pais e pelos países de origem, por isso, vêm aptos para, de imediato, começarem a trabalhar e a descontar para a Segurança Social. Só por isso, ficam mais económicos ao país de acolhimento. Aliás, não temos nós já cerca de um milhão de imigrantes? Se quisermos poderão vir ainda mais e não faltarão candidatos.

Muitos deles nem sequer irão beneficiar dos descontos feitos para a SS, durante a sua estadia em Portugal porque o seu objectivo é juntarem alguns milhares de euros e voltarem aos seus países e trocá-los por moeda local para construírem aí então o seu sonho e futuro. Não foi isso que aconteceu aos portugueses há algumas décadas quando emigravam para a França, Alemanha, Luxemburgo, etc..?

A justificação apenas tem um objectivo, o de convencer os portugueses a prescindir das poucas ajudas da Segurança Social e a aumentar a idade da reforma, para que os trabalhadores morram antes disso e a SS poupe assim o dinheiro que descontaram. Impede-se assim os jovens de acederem ao trabalho.

De Zé da Burra o Alentejano a 3 de Dezembro de 2007 às 14:50
Natalidade e a Segurança Social

Dizem alguns que a fraca natalidade portuguesa põe em risco o futuro da Segurança Social por dificuldade de substituição da população activa, o que implicará uma redução das contribuições para a SS. Contesto a afirmação: a baixa natalidade acontece nos países desenvolvidos (Luxemburgo, França, Alemanha,...) há muitas dezenas de anos e essa teoria nunca se confirmou e, pelo contrário, são os países com a população mais jovem (países africanos em geral) em que a miséria é maior. Também há países cuja população é quase exclusivamente composta por imigrantes e seus descendentes: EUA, Canadá, Austrália... Também não estão entre os mais pobres.

Com a actual taxa de desemprego, em que não há empregos para os jovens que temos, porque será que acham que deveríamos ter mais? Se mais filhos tivéssemos maior seria o número de desempregados. A eventual falta de mão de obra (qualificada ou não) pode ser e é facilmente suprida com a aceitação de imigrantes. Portugal sabe-o muito bem.

A reposição da força de trabalho com recurso aos nossos filhos, embora louvável, implica um investimento de vinte e tantos anos: entretanto, tanto os pais como o país terão que prestar-lhes cuidados vários: alimentação, vestuário, lazer, saúde, educação e formação profissional. Quanto aos trabalhadores imigrantes, esses custos foram suportados pelos seus pais e pelos países de origem, por isso, vêm aptos para, de imediato, começarem a trabalhar e a descontar para a Segurança Social. Só por isso, ficam mais económicos ao país de acolhimento. Aliás, não temos nós já cerca de um milhão de imigrantes? Se quisermos poderão vir ainda mais e não faltarão candidatos. Porém, a imigração para Portugal deveria ser feita de forma selectiva, de acordo com as nossas necessidades. Não há risco de falta de mão de obra, pois todos sabemos que há países com excesso de população e outros sem trabalho para a sua população.

Muitos dos imigrantes nem irão sequer esperar para beneficiarem dos descontos feitos para a SS, porque o seu objectivo é juntarem alguns milhares de “euros” e regressarem aos seus países de origem, trocá-los por moeda local e construírem aí então o seu sonho e futuro. Portugal como país de emigrantes sabe bem disso. Que fizeram muitos dos portugueses que há algumas décadas emigraram para a França e Alemanha?

Assim, levantar-se este problema apenas tem um sentido lógico: o de convencer os portugueses a prescindir das poucas ajudas da Sociais, aumentar a idade das reformas para que os trabalhadores morram antes das atingirem sem beneficiar dos descontos feitos. Enquanto se continua a impedir o acesso ao trabalho aos jovens fala-se em fraca natalidade???

De Zé da Burra o Alentejano a 3 de Dezembro de 2007 às 17:07
Muito se tem falado da fraca natalidade portuguesa, a qual põe em risco o futuro da nossa Segurança Social por dificuldade de substituição da população activa o que provocará uma redução das contribuições para a SS.

Não me parece fazer qualquer sentido a afirmação: a baixa natalidade acontece nos países desenvolvidos (Luxemburgo, França, Alemanha,...) há muitas dezenas de anos e essa teoria nunca se confirmou. Pelo contrário, é nos países com a população mais jovem (situados em África por exemplo) que a miséria é maior. Além disso, há outros países cuja população é quase exclusivamente composta por imigrantes e seus descendentes: EUA, Canadá, Austrália e são dos mais ricos. Aliás, os países ricos têm em geral fraca natalidade.

A actual taxa de desemprego já provoca muito desemprego entre os jovens (e não só). Porque será que deveríamos ter mais filhos? Se mais filhos tivéssemos maior seria o número de desempregados. Todos sabem que a eventual falta de mão de obra (qualificada ou não) pode ser e é facilmente suprida com a aceitação de imigrantes. Portugal é disso um exemplo. Quantos imigrantes é que já recebemos? Se quisermos poderão vir ainda mais e não faltarão candidatos. Porém, a imigração para Portugal deveria ser feita de forma selectiva, de acordo com as nossas necessidades. Não há risco de falta de mão de obra, pois todos sabemos que há países com excesso de população e outros sem trabalho para a sua população.

A reposição da força de trabalho com recurso aos nossos filhos, embora louvável, implica um investimento de vinte e tantos anos: entretanto, tanto os pais como o país terão que prestar-lhes cuidados vários: alimentação, vestuário, lazer, saúde, educação e formação profissional. Quanto aos trabalhadores imigrantes, esses custos foram suportados pelos seus pais e pelos países de origem, por isso, vêm aptos para, de imediato, começarem a trabalhar e a descontar para a Segurança Social. Só por isso, ficam mais económicos ao país de acolhimento.

Muitos dos imigrantes nem irão sequer esperar para beneficiarem dos descontos feitos para a SS, porque o seu objectivo é juntarem alguns milhares de “euros” e regressarem aos seus países de origem, trocá-los por moeda local e construírem aí então o seu sonho e futuro. Portugal como país de emigrantes sabe bem disso. Que fizeram muitos dos portugueses que há algumas décadas emigraram para a França e Alemanha? Voltaram, fizeram as suas casas e montaram um qualquer negócio que lhes garantisse
a sua independência económica.

Acenar com o medo da fraca natalidade visa preparar psicologicamente os portugueses para prescindirem das poucas ajudas da Sociais existentes e aceitar o aumento a idade das reformas para que os trabalhadores morram antes das atingirem, não beneficiando dos descontos feitos. Enquanto se impede os jovens de aceder ao trabalho porque os velhos nunca mais se reformam. Ainda falam em fraca natalidade? Querem mais desempregados?

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