Sábado, 29 de Dezembro de 2007
Percursos

Nos silêncios da noite, caminho  à procura da  das pessoas que passam e encontro aqui e ali estes e aqueles com quem procuro fazer o Caminho.
 Vamos sempre juntos até à primeira dificuldade é aqui que nos descobrimos das roupagens lindas que vestimos e nos mostramos tal e qual o ser que somos.
 É  este o momento em que nos damos ao mundo, seres complexos teimosos e
marcados pelo percurso que fizemos.
Vingativos ou apenas vítimas de nós mesmos?
 Afinal somos e não somos os mesmos que percorremos os caminhos do mundo.
Experiências complexas estas que a vida nos oferece viver.
Mas o que não percebo é porque é que nos encontramos desconfiados de nós mesmos.
Desconfiamos do mundo que nos ama e nos magoa.

Desconfiamos do outro que nos quer e não quer, mas o que mais me perturba é que não sejamos capazes de nos confrontar com a realidade que somos.

Momento a partir do qual poderemos descobrir o outro, afinal um igual de olhar  claro e cintilante. Apesar de um diferente que percorre o mundo  por outras vias que não gosto não compreendo mas que aceito.

Não se impõem os percursos que escolhemos, nem as formas como a vida se nos oferece para ser vivida, nem os sonhos que fazemos acontecer e nos transportam para  as viagens que quantas vezes nos parecem contraditórias com o ser.

 Descobrimos também que é nos percursos que fazemos contraditórios e tantas vezes contra o mundo inteiro que nos descobrimos inteiros ,idealistas e não manobráveis a impulsos do momento.

 Descobrimos que apesar de percorrermos caminhos paralelos e buscarmos outros fins.

  Na Vida importa também os valores que nos movem a sensibilidade, a serena sensação de um toque na face de todos e de ninguém.

  Não encontro essa agressividade que nos faz mover pelos caminhos do nada.

 A guerra é um caminho para nenhures, que não percebo o sentido

 A possibilidade dos encontros só será possível, se as linhas paralelas se aproximarem suavemente e num toque de explosiva sensação de plenitude dos encontros se fundirem finalmente sem atrito  

  

  

 

publicado por sociolocaminhar às 01:39
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Quinta-feira, 27 de Dezembro de 2007
O nosso futuro comum
Devido ao processo global de melhoria das condições socioeconómicas da generalidade dos portugueses e sem contar com as diversas problemáticas que o consumo alimentar hoje apresenta, nomeadamente a preocupação com a saúde humana. Variável fundamental que os consumidores equaciona no acto de compra de um produto. O consumo alimentar dos portugueses sofreu ao longo dos últimos trinta anos, alterações significativas e com elas mudanças globais na forma de produção, locais de Venda, modo de conservação e consumo final. Da análise da evolução do processo de consumo, podemos concluir que: a pressão sobre os alimentos conduziu por um lado ao uso intensivo da agricultura e consequentemente ao aumento massivo de produtos azotados e dos pesticidas, tendo em vista o crescimento rápido das colheitas e o aumento da produtividade agrícola e consequentemente ao seu abaixamento do preço. Constatamos assim que o aumento do consumo se generalizou por duas vias a melhoria da condição socioeconómica e a sua maior acessibilidade. Conduzindo simultaneamente ao surgimento de novas técnicas de produção que nos permitem aceder a uma variada gama de alimentos frescos fora da época e ás modernas técnicas de conservação através da congelação que permitem conservar os alimentos por muito tempo. Assistimos também a uma procura pelo exótico e por sabores diferentes e recorremos à importação de produtos tropicais que devido ás novas tecnologias de transporte chegam relativamente baratos e acessíveis à maioria dos cidadãos. Este é o panorama actual do consumo alimentar dos portugueses, associado à cada vez maior preferência por alimentos de confecção rápida e de pré-congelados ou pré confeccionados e ainda o recurso a restaurantes. Perante as novas exigências do consumo e das pressões dos cidadãos por novos sabores e novos processos de confeccionar os alimentos de forma rápida e sem perca de tempo. Respondeu a industria alimentar com produtos enlatados, pré- confeccionados e congelados com todas as consequências que isso provoca no ambiente e quantas vezes na saúde humana. Por outro lado a forma como passamos hoje na vida, de forma rápida e onde o tempo é a variável fundamental que se alterou nos finais século, recorremos ás compras em Hipermercados, distantes dos cento da cidade e do local onde moramos. Ficando as compras na mercearia do bairro, para as pequenas coisas que esquecemos ou de recurso momentâneo, situação que as novas tecnologias do frio vieram permitir. 2 O recurso a este processo de compra para os produtos alimentares, criou no entanto em todos os seus momentos, desde a produção ao transporte, compra e confecção, alterações profundas na forma como usamos a energia e desta forma alterámos profundamente as condições de consumo dos recursos naturais, com todas as consequências para o ambiente sustentável e pusemos em causa o próprio futuro da Humanidade. Desde a forma como produzimos os alimentos recorrendo ao uso intensivo de produtos azotados com a consequente eutrofização das águas até a sua contaminação com o excesso de pesticidas, com a consequente perca da biodiversidade e poluição do solo e do ar, acrescentado das novas técnicas mecanizadas de produção com a consequente emissão de gases de efeito de estufa e consumo de energia, passando pelo consumo energético das novas industrias de processamento alimentar e à necessidade de eliminação dos resíduos que elas provocam e ao consumo de combustíveis fosseis que são necessários para fazer o transporte dos alimentos do local de produção ou transformação para o local de consumo e ainda a necessidade de deslocação do consumidor ao local de compra destes produtos e à forma de os conservar desde a compra até ao momento do consumo ou confecção. Assistimos então ao uso massivo da energia como forma de produzir armazenar e consumir os alimentos, de facto esta é uma das formas em que se desperdiça uma grande parte da energia que usamos no dia a dia. Sendo hoje consensual que o uso doméstico de energia corresponde a uma das grandes fontes de emissão de gases de efeito de estufa correspondendo a cerca de 17 % de toda a energia consumida por todas as actividades humanas, se acrescentarmos a esta a quantidade de energia gasta com o transporte, cerca de 35 % e que destes, uma grande parte está relacionada com as actividades de consumo podemos e devemos ficar preocupados pela necessidade urgente de actuar em qualquer destes níveis. È assim urgente a opção pelo consumo alimentar sustentável que passa pela consciencialização do consumidor, da necessidade de optar pela responsabilidade social dos seus actos aparentemente insignificantes, mas que são fundamentais para começar a mudar as altitudes face ao consumo energético e ás formas de produção dos alimentos. iniciando mudanças profundas no seu comportamento quanto ao consumo alimentar. Se é certo que a opção do consumidor é determinada fundamentalmente pelo preço, pelo sabor e pela conveniência. Não é menos certo que neste momento começa a ser visível uma forte preocupação com o estado do ambiente, em especial determinado pela 3 compreensão de que um ambiente limpo é determinante para a sua saúde tendo em vista a preservação de um estado global de saúde e prolongamento da vida em condições sustentáveis. Surgem assim correntes de consumidores que preferem pagar mais por produtos alimentares produzidos de forma biológica, exigindo a mudança para soluções alternativas de produção de alimentos de forma sustentável. Competindo aos produtores e aos distribuidores criar as formas de fazer chegar estes alimentos ás grandes superfícies e deste modo torna-los acessíveis não só no preço mas também em quantidade, de modo a que os consumidores os possam efectivamente adquirir. Eliminando assim os dois factores que tem determinado que as opções de compra por este tipo de produtos o preço e a disponibilidade, barreiras que tem impedido que as motivações dos consumidores por um consumo ambientalmente sustentável ainda não seja uma pratica verdadeiramente efectiva. Encontramo-nos pois num momento de viragem em que desde a forma de produção dos alimentos até a forma de os conservar pelo tempo necessário paro o seu uso. Os governos os consumidores e os produtores, enfrentam a grande responsabilidade pela criação das condições da melhoria efectiva do estado do ambiente, tendo-se já feito progressos significativos nas três vertentes do sistema alimentar, na produção existem hoje incentivos financeiros para a agricultura biológica, no transporte estão-se a criar as condições para a intermodalidade entre os diversos meios de transporte, sendo que a opção pelo ferroviário francamente positiva. Também ao nível da distribuição se estão a criar as condições para as opções de compra por via electrónica, evitando as deslocações dos consumidores aos locais de compra. Ao nível doméstico nota-se um grande desenvolvimento das tecnologias economizadoras de energia nomeadamente ao nível dos equipamentos de frio que a breve prazo conduzirão não só a uma verdadeira economia de energia mas também à diminuição das emissões de gases de efeito de estufa, permitindo também por via indirecta uma maior e permanente consciencialização do consumidor pela opção consumo ambientalmente sustentável. Conduzindo por esta via à maior consciencialização pelas opções de compras com menores consumos energéticos e ao recurso sistemático ao processo de separação dos resíduos de modo a tornar o consumo humano verdadeiramente sustentável conduzindo a prazo a um ambiente onde todas as gerações possam viver de forma sustentável.
publicado por sociolocaminhar às 23:52
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Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007
Para reflectir

Os factores que nos conduzem à escolha dos alimentos podem ser subdivididos em três grandes grupos como sejam a envolvente, o alimento e o consumidor.

 Podemos pois considerar que para além das políticas de marketing que nos levam a comprar mais um produto do que outro em função de variáveis que são alheias à vontade do consumidor. Existem variáveis que são determinantes na escolha daquilo que comemos, como sejam o habito adquirido, o Sabor do alimento e as variáveis que resultam da socialização e que nos conduzem a fazer determinadas escolhas por as consideramos melhores do que outras.

 Assim um dos motivos porque comemos mais gorduras e menos vegetais é não só, por os alimentos contendo gordura serem mais saborosos, mas também porque acreditamos que são estes alimentos mais calóricos que nos dão energia para o desempenho das tarefas do dia a dia, este é também um dos motivos que nos leva a comer em demasia. Devemos também ter em conta que o acto de comer é um acto social e que a mesa funciona como um local onde nos encontramos com o nosso grupo social. Sendo de importância fundamental o aspecto a aparência e o sabor dos alimentos que a compõem.  

 Outras razoes como o preço dos alimentos a idade e o sexo do consumidor ou as doenças influenciam o consumo que fazemos e funcionam como catalisadores para a mudança para uma dieta mais saudável.

  Um outro factor que nas sociedades actuais determina o nosso consumo alimentar é o factor tempo ou disponibilidade para cozinhar, este é de facto o factor que nas sociedades actuais mais determina o consumo de comidas pré – congeladas ou pré – cozinhadas e ainda o recursos ás fast- food  e restaurantes. Por evitarem a perda de tempo que uma refeição leva a cozinhar bem como todos os actos de gestão das compras, quer físicos quer de tempo e de cognição (planear as compras de modo a preparar as diversas refeições de uma semana).

 Para além desses motivos podemos acrescentar que muitos produtos pré-congelados

Apresentam consistência e sabor mais agradável do que outros naturais.

 A sociedade é no entanto diversa e encontramos hoje no que diz respeito à alimentação

 Perspectivas diferenciadas que vão desde os que resistem à mudança de hábitos alimentares, porque estão convencidos que o que comem é o adequado, passando pela

Procura de novos sabores em restaurantes alternativos e os vegetarianos que podemos considerar que são indivíduos que fazem da alimentação saudável um novo tipo de religião.

 Resistimos à informação médica de que podemos viver mais tempo e mais saudáveis se alterarmos os nossos hábitos alimentares e fizermos uma alimentação variada.

 Preferimos os alimentos contendo gorduras, mais saborosos e menos saciantes em detrimento dos vegetais e da fruta que são menos saborosos e mais saciantes.

 Quanto ao consumo alimentar dos portugueses no que respeita aos produtos( pré-congelados, leite UHT, carne sem osso pré- embalada  e fruta da época) , podemos considerar que existe uma variável comum aos pré-congelados e ao leite UHT , o factor tempo . Nas sociedades actuais em que homens e mulheres trabalham fora de casa

 o tempo e a disponibilidade psicológica   para pensar o que comprar e ou o que cozinhar (planeamento da alimentação) são cada vez mais reduzidos  , conduzindo  à preferência por refeições pré-cozinhadas ou por alimentos congelados, quanto ao leite UHT associada à variável tempo, uma vez que se trata de um produto que podemos guardar por bastante tempo sem se deteriorar, temos de considerar também as variáveis risco alimentar percebido relativo ao leite do dia , o sabor  mais agradável que este tipo de leite apresenta e ainda o factor marketing que o propõe como alimento saudável    propondo  vários tipos de leite mais ou menos gordos com e sem colesterol, induzindo  numa parte das pessoas que se preocupa com a saúde o uso preferencial deste leite.

Quanto ao consumo de carne embalada e sem osso e fruta da época, devemos considerar a existência de dois factores determinantes para a sua compra em menor quantidade um dos factores é o preço que é elevado para qualquer um dos produtos, o que introduz dificuldade no seu consumo por uma parte substancial da sociedade que encontra nos cereais e nos açúcares escolhas mais baratas pelas quais faz a opção.

Por outro lado em relação à fruta temos de considerar que o consumo deste tipo de alimentos se encontra em decréscimo associado aos modos preferenciais de alimentação de conveniência onde os doces são escolhas preferenciais pelo sabor e pelas suas qualidades palataveis  .

 Devemos ainda considerar que as sociedades modernas são formadas por diferentes grupos sociais que divergem nas culturas, o que induz a escolhas diferenciadas e à preferência por alimentos diversificados, encontramos hoje grupos de indivíduos que fazem da alimentação uma nova religião e que fazem a sua afirmação através do vegetarianísmo, aumentando assim o consumo de fruta da época, considerada mais saudável. Também é diferente ser homem ou mulher quanto as escolhas que fazemos por alimentos mais ou menos calóricos assim podemos considerar que as mulheres preferem o consumo de fruta fresca, fazendo os homens a opção por alimentos mais calóricos e menos saudáveis, mas mais saborosos e por esse motivo a sua preferência é mais direccionada para o consumo de carne.

Podemos então afirmar que o consumo de carne sem osso pré- embalada  é uma escolha  determinada pelo habito do seu consumo, sendo preferencialmente escolhida pelo sexo masculino  funcionando aqui também  a constituição familiar  em especial a  existência ou não de filhos em idade escolar,  idade onde a preferência por alimentos contendo lípidos  mais saborosos  é também factor que determina as nossas escolhas alimentares .      

 

 

publicado por sociolocaminhar às 01:56
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Sábado, 22 de Dezembro de 2007
Bom Natal
 Caros amigos destas e de outras andanças

Claro que não podia mesmo esquecer de passar por aqui .

Para desejar um bom Natal e um ano novo, onde todos os sonhos se realizem.

Em especial para aqueles que me acolheram e me ajudaram  a continuar a passar por aqui e a deixar qualquer coisa ainda que sem sentido.
 
Para aqueles em especial que me procuraram e estranharam a minha ausência por uns tempos,  quero deixar uma saudação especial neste momento particular de viragem para um ano  que espero  seja verdadeiramente um outro.
 Até lá , para os que irão mergulhar na praia no dia de são Valentim , tirar uma fotografia espectacular de um barco ao luar ,escrever um  quase poema ou pintar um quadro, deixem simplesmente o amor , a Felicidade ou simplesmente a sensibilidade pairar no ar dos que os rodeiam .
 Que a vida toda se encha das tais luzinhas  , luzinhas de Natal.
publicado por sociolocaminhar às 00:53
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Sábado, 15 de Dezembro de 2007
Por conta das circunstancias

O tempo modifica as idéias mais radicais, 

atenua as maiores paixões,

faz desmoronar os castelos mais sólidos 

e os sonhos, então...

 

Nem tudo o que se enfrenta pode ser modificado.

Mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado...

 

O tempo é muito lento para os que esperam;

muito rápido para os que têm medo;

muito longo para os que lamentam;

muito curto para os que festejam;

mas, para os que amam, o tempo é a eternidade...

 

 se queres  construir algo do nada,

começa a amar intensamente os teus  pensamentos e a tua   imaginação.

Um grande caminho começa com o primeiro passo.

O resto fica por conta das circunstâncias...

publicado por sociolocaminhar às 01:47
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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2007
Deve ser do frio

Deve ser do frio todo este silencio que paira no ar

 Ou ninguem gosta de café ou já ninguem sai de casa

Parece o silencio de Sines ás nove da noite.

 Mas não deixem que este café se transforme  nos cafés de Lisboa

Onde já não há lugares para tomar um café sentado .

Nada mais importa que três dedos de conversa .

Sabém que o vento  passa , mas nós ficamos e é preciso aprender os pequenos prazeres da vida.

Que venha então um chocolate quente com todo o sabor do verdadeiro chocolate  que se bebia no café Roma , parece que fechou.

É agora é um restaurante de comida rapida ou qualquer coisa assim .

Mas aqui neste recanto esta-se bém ,  neste Silencio vou mesmo ler o novo livro da Isabel Allende .

Até amanhã

  

publicado por sociolocaminhar às 01:40
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Domingo, 9 de Dezembro de 2007
Para a construção do Pós moderno

A ideia de uma sociedade estática e perfeita foi um sonho que conviveu durante séculos nas mentes ocidentais na tentativa de manter as sociedades sobre o domínio das diversas elites sociais que por motivos diversos se organizaram para dirigir as sociedades.

A realidade mostrou no entanto que não é possível a existência de sociedades paradas no tempo e que as estruturas sociais mudam com os devir social.

Ainda que desde sempre as elites do poder tenham pretendido manter o seu domínio recorrendo à força. Os primeiros movimentos sociais surgiram no princípio de no princípio do SEC XIX, com o surgimento da classe operaria, e as lutas pela melhoria das condições de trabalho e de vida durante a alvorada industrial, tendo sido este movimento que conduziu ás mudanças essenciais que encontramos hoje nas sociedades modernas

Pioneiros não só na luta contra as condições de trabalho mas também na dinâmica de transformação das condições politicas da época, em que a sociedade era dominada por uma elite politica minoritária que assume o controlo da sociedade e que se perpetuava no poder.

Não tendo condições de ser protagonistas da mudança estas elites vem-se confrontadas com fortes movimentos sem controlo que põem em causa as estruturas do seu poder sendo obrigados a abrirem o acesso ao poder ás  novas elites emergentes com quem partilham agora o poder.  Integram estes novos movimentos e os seus dirigentes que se tornam novas elites de governação, alterando agora no poder em função de ideologias diferentes e de valores políticos diferenciados institucionalizando assim os conflitos de classe.

Cresceram no entanto nas sociedades outras questões sociais que o tempo trouxe para a rua .como o direito de voto para as mulheres criando novos movimentos sociais par lutar pólos direitos que o poder não enquadrava.

Podemos pois afirmar que desde o movimento operário os movimentos sociais de diversa índole nunca mais deixaram de ser uma constante surgindo o movimento feminista

o movimento contra a descriminação das minorias étnicas ou culturais e regionas os  movimentos ambientalistas , pela  qualidade de vida e a paz ,pelos  direitos humanos ou dos consumidores e os de anti-globalização. 

Os movimentos são hoje da ordem do dia funcionando como verdadeiras acções anti poder ou de controlo da acção politica dos governos. Á medida em que as estruturas tradicionais os partidos políticos enfraquecem e perdem as ideologias, surgem os movimentos sociais enquanto grupos de cidadão com interesses diferenciados que se assumem cada vez mais como verdadeiros protagonistas das mudanças sociais e enquanto alternativas de governo numa nova forma de democracia participativa, representantes das forças  multiculturais das sociedades modernas.

 Podemos afirmar que o governo do futuro será um espaço de partilha dos diversos como única solução para a manutenção de estruturas sociais enquanto sentimentos colectivos diferenciados.

 De facto esta tendência global de surgimento de movimentos sociais que surgem com a finalidade de criar dinamismos de mudança tem ganho importância e afirmam-se hoje com dinamismos particulares em especial os movimentos Verdes que surgem como empreendimentos colectivos para estabelecer uma nova ordem de vida e a defesa do ambiente e pelos ideais de um mundo mais limpo e isento de poluição que afecta hoje as sociedades ocidentais. Ideais que se afirmam por todo o lado enquanto verdadeiras forças eleitorais e de exercício do poder selectivo.

Movimentos com uma verdadeira base de apoio capazes de mobilizar os recursos e deste modo com características duradoiras no tempo.

Estas novas características dos movimentos que se instituem com capacidade de mobilizar uma parte da sociedade em que evolui e se desenvolve como organização que assegura os contactos entre os seus elementos e coordena as acções, recolhe fundos e estuda os métodos mais eficazes para lutar por objectivos concretos, tem uma forma nova que lhes permite sobreviver no tempo e na adversidade conduzindo acções colectivas persistentes com vista a pressionar as instituições globais da sociedade de modo a obter ganhos para a causa que defendem e criar os dinamismos de mudança

São hoje uma realidade que não é mais possível esquecer.  

publicado por sociolocaminhar às 01:41
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